domingo, 21 de abril de 2019

ONS eleva previsão de chuvas nas áreas de hidrelétricas do país em abril

ONS ainda estima chuvas em 100 por cento da média histórica nas hidrelétricas do Sul 

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) elevou a perspectiva de chuvas em hidrelétricas do Sudeste em abril a 99 por cento da média histórica, ante 92 por cento em previsão da semana passada, conforme relatório divulgado nesta quinta-feira.
O ONS ainda estima chuvas em 100 por cento da média histórica nas hidrelétricas do Sul em abril, ante 99 por cento na previsão anterior, e 57 por cento no Nordeste, versus 53 por cento na semana passada.
Quanto à carga, o ONS não fez alterações, mantendo a estimativa de alta de 1,6 por cento na carga de energia do Sistema Nacional em abril na comparação anual.

Produtores já pensam na safra de inverno no RS

A perspectiva é de aumento de áreas a serem cultivadas com trigo

A safra de verão ainda não foi completamente finalizada. De acordo com boletim divulgado pela Emater/RS 78% das áreas com grãos como soja e milho estão colhidas. Enquanto a colheita ocorre os produtores já estão no planejamento de financiamentos para a safra de inverno. 

No arroz, a safra chega a 86% do total das áreas colhidas, registrando boa produção, de 6.800 a 7.794 quilos por hectare. Já a colheita do feijão 1ª safra foi encerrada nos Campos de Cima da Serra, com rendimento de 2.500 quilos por hectare e, na região Sul, com produtividade de 1.200 quilos por hectare. A segunda safra de feijão segue em colheita, totalizando 23% da área, estando ainda 15% maduro, 35% das lavouras em enchimento de grãos, 19% em floração e 8% em germinação e desenvolvimento vegetativo.
Nas regiões como Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, há perspectiva de aumento de áreas a serem cultivadas com trigo.
Na Serra, a colheita de caqui está em pleno vapor, tanto do Kyoto, variedade de polpa escura, quanto do Fuyu, fruta também conhecida por “chocolate branco”, alcançando 30% do volume produzido. Os frutos apresentam boa sanidade mas a produtividade da safra, que já vinha sendo estimada abaixo da média histórica, sofreu com o temporal da última semana. Cerca de 225 hectares foram afetados em Farroupilha, Bento Gonçalves e Caxias do Sul, danificando mais de 2.100 toneladas de frutas praticamente prontas para colheita. Esse volume representa quase um quarto das 10 mil toneladas de frutos que havia nos pomares. 
 
Com informações da Emater-RS

Parte dos caminhoneiros ameaça greve dia 29

Agronegócio teme proximidade com época de escoamento das safras de soja e milho verão

Uma parcela dos caminhoneiros autônomos anuncia paralisação começando no próximo dia 29 de abril, uma segunda-feira. A informação foi confirmada pelo representante da categoria, Wanderlei Alves, conhecido como Dedéco, à agência Broadcast Agro. A ameaça de uma greve deixa todo o segmento do agronegócio em suspense, uma vez que se aproxima a época de escoamento das safras de soja e milho verão.

“A maioria dos grupos de caminhoneiros já decidiu pelo dia 29 de abril, tem uns ou outros que acham que é pouco tempo, que devemos esperar ainda, mas a maioria concorda sobre o dia 29 porque chegamos num ponto que não tem mais condições de trabalhar. Isso não foi uma decisão só minha, foi decidido em grupo por várias lideranças de caminhoneiros”, justificou o sindicalista.
Na avaliação de Alves, a greve deverá ter reflexos em todo o Brasil e ganhar força com o passar dos dias. Essa paralisação estava programada inicialmente para o final do mês de Maio, mas foi adiantada, segundo ele, em função do anúncio do novo aumento do diesel. 
“Com esse aumento do óleo diesel não tem mais condição. Os caminhoneiros estão cientes de que, dentro de 14, 15 ou 16 dias vai ter outro aumento do diesel, e esse aumento de R$ 0,10/litro já afetou em R$ 1.000 o lucro mensal, e o frete continua o mesmo. Se estivessem pagando o piso mínimo, o aumento do óleo diesel não iria nos afetar. Mas não estão cumprindo”, reclama.
A ideia de paralisação, no entanto, está longe de ter unanimidade entre a classe dos caminhoneiros. “Tem muita revolta, mas acredito que por enquanto não haverá paralisação”, afirma Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí (RS). Norival Silva, presidente da Federação dos Caminhoneiros de Carga em Geral do Estado de São Paulo, tem avaliação semelhante.
A Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros) lançou nota oficial dizendo esperar “que não seja necessário chegar uma nova e traumática paralisação”. A CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) criticou o reajuste do diesel, afirmando que isso “aumentou ainda mais a tensão instalada na categoria”, mas que espera uma “posição convincente” do governo até esta segunda-feira (22.04), quando haverá audiência com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Café: Dólar e reação técnica fazem Bolsa de Nova York retomar 90 cents/lb nesta 5ª feira

As cotações futuras do café arábica encerraram a sessão desta quinta-feira (18) com altas de mais de 300 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e voltaram a 90 cents/lb. O mercado registrou acomodação técnica depois de cair forte nos últimos dias e testar mínimas de 2004.
O vencimento maio/19 encerrou a sessão com alta de 315 pontos, a 90,20 cents/lb e o julho/19 anotou 92,90 cents/lb com 325 pontos de valorização. Já os lotes para setembro/19 avançaram 315 pontos, cotados a 95,40 cents/lb e o dezembro/19 registrou 96,15 cents/lb com 310 pontos de ganhos.
Os lotes com vencimento para maio/19 oscilaram durante o dia entre máxima de 91,40 cents/lb e mínima de 87,05 cents/lb, segundo o portal de cotações Investing. Com os ganhos registrados na sessão, as perdas da véspera foram praticamente anuladas e o mercado voltou ao patamar de 90 cents/lb.
O mercado externo do arábica avançou forte na sessão desta quinta-feira em movimento técnica ante as perdas dos últimos dias que fizeram os primeiros vencimentos a caírem para a casa de 80 cents/lb, testando as mínimas do ano de 2004. A oferta pesava forte sobre os preços.
Além das oscilações técnicas, os futuros do arábica também seguiram na sessão desta quinta-feira o câmbio. "A força do real brasileiro hoje em relação ao dólar impulsionou os preços do café", destacou o site internacional Barchart. Na véspera, as perdas foram de mais de 300 pontos.
Às 16h55, pouco depois do fechamento do arábica na ICE, o dólar comercial recuava 0,10%, cotado a R$ 3,930 na venda, acompanhando a cena política brasileira. A moeda estrangeira mais baixa desencoraja as exportações, mas dá suporte aos preços externos.
"Estávamos numa outra expectativa, de repente aconteceu de empurrar para semana que vem, e a cada empurrada que você dá, maior a chance de sair menos do que se espera, em termos da economia", disse para a Reuters o diretor de câmbio do Banco Paulista Tarcísio Rodrigues, em referência à Previdência.
Apesar da alta na sessão, operadores externos seguem acompanhando informações sobre a safra brasileira. Jack Scoville, analista de mercado e vice-presidente da Price Futures Group, também destacou em relatório as ideias de ampla oferta, mas também pontou os reflexos da demanda.
"O Brasil está dominando o mercado e outros exportadores estão tendo dificuldades de encontrar compradores", disse o analista internacional. Cafeicultores brasileiros começaram mais cedo a colheita da safra 2019/20 no cinturão do país com alto índice de frutos verdes e temores com as chuvas.

Mercado interno

O mercado brasileiro de café seguiu lento durante a semana e com a proximidade do feriado de Páscoa os negócios ficaram ainda mais parados. Analistas acreditam que as transações devem ganhar ritmo com a colheita que começa no país.
"As atividades de colheita dos cafés robusta e arábica da temporada 2019/20 devem ganhar ritmo na semana que vem", destacou o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 413,00 e alta de 3,77%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 390,00 e avanço de 2,63%. Essa foi a maior variação de preço no dia.
O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 386,00 e alta de 4,04%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.
Na quarta-feira (17), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 375,48 e queda de 1,47%.
Vandemaq com: Notícias Agrícolas

Soja fecha estável e o dólar puxa preços nos portos do Brasil

O mercado da soja registrou uma semana um pouco mais intensa nos últimos dias na Bolsa de Chicago - marcando perdas de até 10 pontos em alguns dias, mas terminou o pregão desta quinta-feira (18) bem próximo da estabilidade. Os futuros da oleaginosa finalizaram a última sessão da semana antes do feriado prolongado subindo entre 1,25 e 1,75 ponto nos principais contratos. Assim, o maio ficou em US$ 8,80 e o agosto, com US$ 9,00 por bushel.
Nesta sexta-feira (19, feriado, a bolsa norte-americana não opera e o mercado já promoveu leves ajustes antes do fim de semana mais longo, principalmente neste momento de mercado climático nos EUA. Os traders continuam cautelosos frente à falta de grandes notícias e com as adversidades do clima tendo impactos ainda limitados sobre os preços. 
Assim, nesta quinta, o que atraiu um pouco mais de atenção foram os números das vendas semanais reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que seguem fracos. 
"A atenção especulativa se voltou para o relatório de exportações norte-americanas publicado nesta manhã, que confirmou o lento ritmo de vendas de grãos disponíveis e contratos para entregas futuras", explica a ARC Mercosul.
Na semana encerrada em 11 de abril, os americanos comprometeram apenas 382,1 mil toneladas da oleaginosa. Embora dentro das expectativas do mercado - de 350 mil a 850 mil toneladas - o volume ainda é baixo e mantém o acumulado na temporada bem menor do que o do ano anterior.
O principal comprador da soja americana foram destinos não relevados, seguidos pela Coreia do Sul. E da safra 2019/20, o país vendeu ainda 21,1 mil toneladas. 
Em toda o ano comercial 2018/19, os EUA já venderam 44.292,2 milhões de toneladas de soja, contra mais de 53 milhões no mesmo período da temporada anterior. 
A demanda pela soja americana segue fraca, os estoques norte-americanos elevados e ambos dependem de um acordo firmado entre os dois países, mas as notícias sobre a proximidade já não são tão frequentes. 
Mercado Nacional
Nesta quinta, o dólar registrou sua maior alta semanal em um mês - 1,04% - e fechou com R$ 3,9298. O câmbio, que permanece sendo o principal diferencial na formação dos preços da soja brasileira, ajudou a puxar levemente os indicativos nos portos do país. 
Em Paranaguá, a soja disponível fechou com R$ 76,50 por saca, subindo 0,39%, e em Rio Grande com R$ 75,70, e alta de 0,53%. Para maio, as referências subiram, respectivamente, 0,26% e 0,92% e terminaram o dia com R$ 77,00 e R$ 76,50 por saca. 
No interior, subiram apenas pontualmente e seguem enfrentando a mesma estabilidade observada na Bolsa de Chicago. Os negócios no Brasil, afinal, seguem travados, com os produtores esperando por melhores oportunidades para voltar à comercialização.
Vandemaq com: Notícias Agrícolas